Família Magro
Genealogia da família Magro e de outras que a ela estão ligadas; Fraga Lamares, Moura Bessa, Borges de Araújo, Pinho Valente, Silva Vernetti, etc.



DETALHES
Maria Augusta Fraga Lamares Magro

1873/1950
Professora de Piano

- Dados biográficos / Fotos -

Nasceu a 28/11/1873 na freguesia da Vitória, no Porto, onde foi baptizada a 25/12/1873, sendo seus padrinhos de baptismo João Pereira Vieira, casado, negociante, e sua tia paterna, Maria Alves Fraga, solteira, moradora na Rua dos Clérigos.
Foi educada no convento do Vairão, Vila do Conde, onde esteve internada quatro anos (1887/1891); aluna de Bernardo Valentim Moreira de Sá, primeiro director do Conservatório de Música do Porto, foi professora de piano.

Fonte - Álvaro Magro Moura Bessa

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Notas sobre a paternidade de:

Maria Augusta Fraga Lamares

Conforme refiro na página de História/Curiosidades, as minhas pesquisas genealógicas levantaram-me sérias dúvidas sobre a verdadeira paternidade da minha avó paterna Maria Augusta Fraga Lamares, e que passo a expôr:

Ana Augusta da Silva Bessa ou Ana Augusta de S. José(1) era filha de João Cardoso da Silva e Margarida Maurícia Pereira Bessa, neta paterna de António Cardoso da Silva e de Ana Maria do Espírito Santo e materna de José Pereira de Almeida Bessa de Vasconcelos e de Ana Joaquina de Jesus Pinto do Carvalhal, nasceu a 9/05/1843 no lugar da Quintã, Sande, Marco de Canavezes. (livro de assentos de baptismos, folha 66 verso, da freguesia de S. Martinho de Sande, Marco de Canavezes);

2 - Casou a 16/10/1865, na freguesia de Penha Longa, Marco de Canavezes, com José Joaquim de Vasconcelos, filho de João José de Vasconcelos e de Maria Emília de Sousa, tendo-se separado judicialmente sem deixar geração. No respectivo assento de casamento Ana Augusta da Silva Bessa está registada como Ana Augusta de S. José e assim assina. (Assento de casamento nº 7, folha 15, da freguesia de Penha Longa, Marco de Canavezes);

3 – No assento de baptismo de Maria Augusta Fraga Lamares é referido que a baptizada é filha legitima de José da Silva Carneiro, de profissão Músico, e de Anna Augusta de São José, mas neta paterna de João José de Vasconcelos e de Maria Emília de Sousa, precisamente os pais do primeiro marido - José Joaquim de Vasconcelos;(???)

4 – Todos os outros assentos de baptismo referentes às irmãs(?) de Maria Augusta (Ana, Helena, Virgínia e Margarida) referem serem estas, filhas naturais de João Alves Fraga Lamares, solteiro, e de mãe incógnita(?), mas terá sido sempre assumido por João A.F. Lamares que seriam filhas de Ana Augusta S. Bessa.

5 – Ana Augusta da Silva Bessa faleceu após o parto de Margarida Augusta F. Lamares, e no assento de óbito consta que era casada com José da Silva Carneiro, conforme transcrição que segue mais abaixo.

(1) – Nas classes populares, creio que sobretudo urbanas, houve a moda de as mulheres abandonarem os apelidos, usando apenas os nomes próprios ou de devoção. Por isso aparecem nomes como Ana Rita de S. João, Ana Joaquina do Espírito Santo ou Ana Maria de São José.
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Assento de óbito de Ana Augusta da Silva Bessa ou Ana Augusta de S. José
Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Victória - Porto
Assento de óbito nº 19 – fls 6 verso - 1885

TRANSCRIÇÃO
“Aos vinte e cinco dias do mez de Janeiro do anno de mil oitocentos oitenta e cinco ás doze horas da manhã na rua de Sam Miguel, casa numero quarenta, d’esta freguesia de Nossa Senhora da Victória, Concelho e Diocese do Porto, falleceu, não tendo podido receber os sacramentos da Santa Madre Igreja, um individuo do sexo feminino por nome Anna Augusta da Silva Bessa, casada com José de Souza Carneiro, de idade de quarenta anos, natural da freguesia de Sam Martinho de Sande, Concelho do Marco de Canavezes, d’esta Diocese do Porto, filha legítima de José Cardoso da Silva Bessa [?] e de Margarida Maria [Maurícia] da Silva Bessa, cujas naturalidades ignoro, a qual não fez testamento, deixou uma filha menor e no dia seguinte foi sepultada no Cemiterio d’Agramonte. E para constar lavrei em duplicado este assento, que assigno. era ut supra [data como acima]

O P.º Miguel Coelho Machado da Silveira”

(Transcrição tão fiel quanto me foi possível- AM)
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Face ao atrás descrito, parece-me pertinente colocar a seguinte questão: Afinal quem eram, efectivamente, os pais biológicos da minha avó paterna, Maria Augusta Fraga Lamares?

Se tivermos em conta que, naquela época, os registos eram efectuados nas paróquias onde, no baptismo, apenas eram atribuídos nomes próprios e, posteriormente, os apelidos eram acrescentados na altura do Crisma, não existindo, aparentemente, qualquer regra para esse efeito. Imagine-se, portanto, a confusão que por aí andará.

Aqui fica um excerto de um texto sobre o assunto, retirado da Wikipédia:
“Até 1911, com efeito, a adoção dos sobrenomes era liberal, isto é, as pessoas eram apenas batizadas com o nome próprio, e escolhiam livremente mudar esse nome próprio ao entrar na adolescência, época em que recebiam o sacramento do Crisma, considerado um novo batismo, e que permitia, e permite, mudar o nome próprio, ou acrescentar-lhe outro. Até 1911, pois, por conselho da família ou vontade própria, o crismado escolhia qual ou quais os sobrenomes de família que iria assinar como adulto. Esses registos eram exclusivamente os da Igreja Católica, que serviam oficialmente quando preciso na vida civil.”

Efectivamente, é de estranhar que Maria Augusta F. Lamares tenha sido baptizada como sendo filha legítima de José S. Carneiro e Ana Augusta S. Bessa e que todas as outras filhas de João Alves da Fraga Lamares, supostamente tidas em Ana Augusta da Silva Bessa, tenham sido baptizadas como sendo filhas naturais de João A. F. Lamares, solteiro, e de mãe incógnita.

É também estranho que no assento de óbito de Ana Augusta da Silva Bessa se refira novamente que esta era casada com José S. Carneiro e que tinha deixado uma filha menor. Subentende-se, naturalmente, que a filha menor seria a recém nascida Margarida Augusta, mas esta acabou por ser baptizada como sendo filha natural de João Alves Fraga Lamares (solteiro) e mãe incógnita.

Resumindo:

1 - Ana Augusta da Silva Bessa ou Ana Augusta de S. José, casou a 16/10/1865, na freguesia de Penha Longa, Marco de Canavezes, com José Joaquim de Vasconcelos, de quem se separou, sem deixar geração;

2 – Ana Augusta terá voltado a casar, desta vez com José da Silva Carneiro, músico, de quem também se terá separado (?) e de quem terá tido uma filha (Maria Augusta?);

3 – Até ao seu falecimento, a 25 de Janeiro de 1885, Ana Augusta S. Bessa manteve o seu estado civil de casada com José da Silva Carneiro;

4 – Entretanto, João Alves Fraga Lamares terá tido de Ana Augusta vários outros filhos e após a morte desta terá assumido a educação de todos os seus filhos cuja paternidade também assumiu, baptizando-os como seus filhos naturais, com excepção da primeira filha - Maria Augusta Fraga Lamares - que manteve o registo de filha legítima de António de Sousa Carneiro e de Ana Augusta da Silva Bessa (porque, muito provavelmente, era filha biológica destes).

Enfim, subsistem muitas dúvidas e não será fácil encontrar respostas concludentes e, neste caso, como em muitos outros do género, o que fica para a História como “verdade documentada” é que João Alves Fraga Lamares não era o pai biológico de Maria Augusta Fraga Lamares.

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Assento de baptismo de Maria Augusta Fraga Lamares
Freguesia de Nossa Senhora da Victória - Porto
Registo de baptismo nº 309 fls 6 - Ano de 1873

TRANSCRIÇÃO
Aos vinte e cinco dias do mez de Dezembro do anno de mil oitocentos e setenta e tres n’esta freguezia de Nossa Senhora da Victoria, Concelho e Diocese do Porto, eu Presbytero Nicolau Joze Ferreira [?] Parocho da mesma freguezia, baptisei solemnemente e puz os Santos Oleos a um indivíduo do sexo feminino a que dei o nome de Maria que nasceu n’esta freguezia da Victoria ás sete horas da manham do dia vinte e oito do mez de Novembro do anno de mil oitocentos e setenta e três, filha legitima e primeira do nome de Joze de Souza Carneiro, de profissão Musico e de Anna Augusta de São Joze, naturaes, elle da freguezia de Penha Longa, e ella da freguezia de Sande, recebidos na freguezia de Penha Longa, e parochianos d’esta da Victoria, moradores na viella do Ferraz [?], neta paterna de João Jose de Vasconcellos e de Maria Emilia de Sousa, e materna de João Cardoso da Silva, e de Dona Margarida Mauricia, Foi padrinho João Pereira Vieira, casado, Negociante, morador em Cima do Muro, e madrinha Dona Maria Alves Fraga, Solteira, moradora na rua dos Clerigos, d’esta freguesia. E para constar se lavrou em duplicado este assento, que depois de lido e conferido perante os padrinhos, commigo o assignaram. Era ut supra.

João Pereira Vieira
Maria Alves Fraga
O Parocho Nicolau Jose Ferreira

Averbamentos

O conjuge do registado Abílio da Vitória Pereira Magro faleceu na freguezia de Cedofeita, desta cidade, no dia trese do corrente. Obito nº 145 desta Conservatória. Emolumentos 1$50. Porto, 14 de Fevereiro de 1949.

O Conservador (assinatura ilegível).

Faleceu no dia dezoito de Janeiro do ano corrente na freguesia de Fronteira, concelho do mesmo nome, registo de óbito numero 4 da Conservatória de Fronteira.

Porto, 21 de Janeiro de 1950.

O Conservador
(assinatura ilegível).

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