Multinacional espanhola onde a Cláudia Magro é Account ManagerJorge MartinsJoão Paulo LamaresAlberto JorgeRogério MagrocivilizaçãoPedro Lamares


magro_2Brasão d’Armas dos Magros
De azul, uma cruz de prata, acantonada de quatro estrelas de seis raios de ouro. Timbre: um leopardo de azul, com uma das estrelas do escudo na testa.


Tratando-se de outro nome proveniente de alcunha, dizem certos autores que a família que o adoptou por apelido provém da linhagem dos «de Riba-Douro», hipótese pouco verosímil dado ser natural que existam várias famílias assim designadas sem nada terem a ver umas com as outras.

Dicionário das Famílias Portuguesas – pág. 238

“…Pode-se admitir que [D. Lourenço Viegas filho de D. Egas Moniz] tivesse tido alguma importância social, uma vez que foi Alferes de Afonso Henriques, embora por pouco tempo, por ter governado a terra de Neiva e por ter casado, segundo parece, com uma filha do conde Gomes Nunes de Pombeiro, um dos magnates mais importantes da corte de D. Afonso I.
Mas não teve filhos legítimos, como afirmam os dois livros de linhagens que o referem; apenas um bastardo, Egas Lourenço. A posição social inferior deste é indicada pelo facto de não se ter guardado memória do nome de sua mulher e por três dos seus filhos serem conhecidos por alcunhas; Coelho, Frade e Magro. O primeiro deles foi o que deu origem à família do mesmo nome; o segundo foi ascendente dos Alcoforados, mas por via feminina; do terceiro descenderam os Magros, através de uma barregã. Famílias bem modestas na segunda metade do século XIII.”

(José Mattoso in “João Soares Coelho e a Gesta de Egas Moniz”) ver aqui

Nas várias pesquisas efectuadas detectei, efectivamente, a existência em Portugal dos três grandes ramos de Magros que vários autores referem, a saber:
– os Magros de Malpica;
– os Magros de Mondim de Basto;
– os Magros de Montalegre.
Tentei, com os meios ao meu dispôr, elaborar as respectivas árvores genealógicas no intuito de encontrar alguma relação entre as três famílias, não tendo conseguido esse objectivo, nem tão-pouco o de comprovar a ligação a Gonçalo Viegas Magro, bisneto de D. Egas Moniz.
No entanto, a família Lamares Magro descende de D. Egas Moniz, e de outras figuras ilustres da nossa História, através dos Bessas, já que Maria Augusta Fraga Lamares, minha avó, era filha de João Alves Fraga Lamares e Ana Augusta da Silva Bessa.
AM


EGAS MONIZ DE RIBADOURO – SEUS ASCENDENTES E DESCENDENTES

(por Fernando Magro)

As linhagens primitivas da nobreza de Portugal eram as seguintes:

– Baiões, Bragançãos, Maias, Sousãos (cujos troncos eram Godos naturais da Galiza) e Gascos (Vindos da Gasconha por mar, no tempo do Rei Ramiro, desembarcando na Foz do Douro). Dom Egas Moniz, o Aio, segundo alguns historiadores, é da linha dos Gascos e segundo outros é da linha dos Baiões, opinião que julgo ser a mais verosímil.

Na verdade parece ter havido vários Egas Moniz nos séculos X e XI, daí a confusão reinante. Eram usuais nesses tempos os nomes de Egas e de Múnio. Aos filhos dos Múnios a quem fosse posto o nome próprio de Egas era normal chamar-se-lhes Egas Moniz (Egas filho de Múnio) como a Afonso filho de Henrique, foi chamado Afonso Henriques, a Gonçalo filho de Mendo, Gonçalo Mendes, etc.

Aos descendentes de Egas é também dado o cognome de Viegas (oriundo de Egas).

O primeiro Baião foi D.Arnaldo. Consta que este cavaleiro era filho de um rei de Itália (Guido) e neto materno de um rei de França (Pepino-filho de Carlos Magno).

Egas Gosendes (Egas filho de Gosendo) foi avô paterno de Egas Moniz, o Aio.

O avô materno foi Troitosendo Galindes, da linhagem dos Baiões – fundador do Mosteiro de Paço de Sousa.

Egas Moniz foi filho de dois primos em segundo grau: Múnio Viegas e Velida Troitosendes. Segundo A. Almeida Fernandes: “Até ao fim do século XIII o território de entre Marão e Tâmega, ribeirinho do Douro, constituía uma tenência ou distrito, ou mesmo “terra” denominada de Baião. Esta designação é antiquíssima e não resultou do nome de qualquer povoação que servisse de cabeça à referida “terra”. Eram daqui os “antepassados de Egas Moniz”.

Egas Gosendes, avô paterno de Egas Moniz, foi sempre “tenente” de Baião. Foi um dos ricos homens de Afonso VI de Leão e Castela (Livro Velho I, Scriptores I, página 143).

O Conde D. Henrique deu-lhe as terras de Cinfães, Tendais, Ferreiros e outras. Povoou e aforou muitas dessas terras por ordem régia, como Bustelo no Montemuro, Sernancelhe, etc. governando Arouca no outro extremo do dito território. Vivia, muito idoso, ainda em 1128 (no tempo da Batalha de S.Mamede), mas seu filho Múnio Viegas (pai de Egas Moniz) faleceu antes dele.

Egas Moniz chefiou a casa de Baião, após a morte do velho Egas Gozendes, cerca de 1130.

D.Egas Moniz – supõe-se que tenha nascido em Vilamoim por volta de 1080 e terminado os seus dias cerca de 1146 (com a idade de 66 anos).

Num dos velhos livros de linhagem (Livro I, Scriptores, pag.159) diz-se que o Aio “foi casado duas vezes: a primeira com D. Mayor Paes, filha que foi de D.Payo Guterres que fez Tibães……., e este D.Egas Moniz fez em D.Mayor Paes a Lourenço Viegas, o Espadeiro”.

No Nobiliário atribuído ao Conde D.Pedro diz-se que a sua segunda mulher foi D.Teresa Afonso de quem teve vários filhos, referindo seis deles:

– Moço, Soeiro e Pêro, Dórdea, Elvira e Urraca. Não refere Ermígio e Rodrigo, que também foram flhos de Egas Moniz e de D.Teresa Afonso.

No mesmo Nobiliário diz-se também que além de Lourenço Viegas, Dona Mor (ou Mayor) teve também uma filha de Egas Moniz de nome D.Leonor Viegas, que foi casada com Gonçalo Mendes (da Maia) e mais dois filhos: Mendo e Afonso que foi Governador de Baião.

D.Egas deverá ter tido outros filhos ilegítimos pois teve outras mulheres fora do casamento (concubinas) como D.Dórdea, D.Doroteia e D.Maria Henriques.

D.Egas Moniz criou e educou D. Afonso Henriques o único filho do Conde D. Henrique e de D.Tereza. Egas Moniz recebeu do Conde D.Henrique: Rezende, Cárquere, Felgueiras, S.Martinho de Mouros, Freigil. Ao honrado e bem aventurado a que chamaram de “riiba de Doyro” Afonso Henriques doou também numerosas terras: domínios das Quintas de Mirão, Massas, Vinhós, Cimo de Resende, Saís, Corugeira, Morgonhos (Inquirições de D.Afonso III ).

D.Egas foi patrono dos Mosteiros de Pendorada e de Paços de Sousa e fundou o Mosteiro de Tuias.

Egas Moniz e o seu irmão Ermígio Moniz foram os primeiros mordomos de D.Afonso Henriques. De D. Egas há a salientar o papel directivo no movimento que reuniu em torno do Infante D Afonso Henriques os nobres portucalenses discordantes com a política pró-galega de D.Tereza, grupo que triunfou na Batalha de S.Mamede em 1128.

Vencido o partido de Fernão Peres de Trava, Egas Moniz e o Bispo de Braga, Paio Soares, aparecem durante os primeiros anos do Governo de Afonso I como seus principais auxiliares.

Também é de referir que Egas Moniz edificou a Igreja Matriz e o Convento de Cárquere em agradecimento do milagre que Nossa Senhora operou em D.Afonso aos 5 anos de idade.

Nasceu o menino defeituoso das pernas e Egas Moniz, seu aio, levado pela fama dos milagres da Virgem Maria ou porque lhe tivesse aparecido em sonhos mandou escavar em determinado lugar de Cárquere onde teria encontrado uma imagem de Nossa Senhora e as ruínas de uma antiga Igreja.

Colocando num altar improvisado a imagem e o menino este logo ficou completamente curado.

Lourenço Viegas, filho de D.Egas foi educado juntamente com D.Afonso Henriques (motivo pelo qual os dois se tratavam por irmãos). Foi Lourenço Viegas alferes-mor do Reino.

Não deixou descendência legítima, mas teve um filho natural chamado Egas Lourenço que fundou o Mosteiro de Rendufe. Do casamento de Egas Lourenço com uma neta de D. Egas Paes de Penagate nasceram vários filhos entre os quais: Soeiro Viegas Coelho e Gonçalo Viegas Magro.

D.Gonçalo Magro não casou mas teve um filho bastardo que se chamou Lourenço Gonçalves Magro, que foi aio de D. Diniz e mais outros dois filhos: Martin Gonçalves Magro e Henrique Gonçalves Magro. Lourenço Gonçalves Magro, aio de D.Diniz, casou com D.Branca (ou Tereza ?) Godim filha de D.Godinho de Coimbra.

A Lourenço Magro doou o Rei D.Diniz a vila de Arêga (hoje Caldas de Aregos) nas proximidades de Resende, junto ao Rio Douro.

Aí, segundo escreveu o Dr. Cerqueira Magro na sua Fonte de Juvêncio, viveu com a sua família durante longos anos.
De acordo com o mesmo Dr. Cerqueira Magro os Magros de Mondim e os de Montalegre descendem dele, sendo essa, em toda a parte, a tradição.

Lourenço Gonçalves Magro teve três filhos:
– Egas Lourenço Magro
– Vasco Lourenço Magro
– Beatriz Lourenço Magro

Somente do primeiro é conhecida a sua história: foi Chantre (dignidade eclesiástica existente em diversas catedrais para dirigir o ofício Coral) na Sé de Braga.

Da vida dos outros nada se apurou. Mas não me custa admitir que Vasco Lourenço Magro ou Beatriz Lourenço Magro se tivessem deslocado para Mondim de Basto, terra relativamente próxima da Vila de Arêga ou para Montalegre, não muito afastada da referida Vila onde seus pais viveram muitos anos.

Os Magros, que foram muito intervenientes na primeira dinastia do Reino de Portugal, deixaram, a partir do final dessa dinastia, de ser tão notados.

Mesmo assim há notícias durante a 2ª.dinastia, de um Mem Magro, vivendo no tempo de D.João I, e de um Gil Gonçalves Magro do tempo de D. Afonso V, o Africano, filho de D. Duarte. E na IV dinastia, no tempo de D. Afonso VI, viveu um cavaleiro e rico-homem de nome D. Henrique Fernandes Magro.

F.M.



Abílio Magro – Genealogia
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